2.5.5. SIMBIOSE – CORAL-ZOOXANTELA – CLOVIS
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Introdução e
Justificativa (relevância do assunto no contexto da exposição)
A relação
mutualística entre corais e zooxantelas permitiu que aos corais contribuíssem
significativamente para a produtividade orgânica e para a estrutura carbonática
dos recifes de coral. Os corais habitantes de recifes possuem no interior dos
tecidos uma alga unicelular denominada zooxantela. Esta associação tem uma
importância fundamental na nutrição de muitos corais. O coral utiliza-se de
parte dos compostos orgânicos produzidos pela fotossíntese realizada pelas
algas. Alguns corais suprem desta forma até 2/3 de suas necessidades
metabólicas. Os corais respiram absorvendo oxigênio proveniente das zooxantelas
ou contido na água do mar e eliminam gás carbônico, amoniaco e compostos de
nitrogênio e fósforo produzidos por seu metabolismo. As zooxantelas utilizam os
produtos do coral para realizar a fotossíntese, que gera mais oxigênio e
matéria orgânica. A associação entre corais e zooxantelas é também regulada
pela temperatura. Conseqüências importantes da associação é que, por causa da
necessidade de luz e de águas em temperaturas restritas (mornas), as espécies
de coral associadas com zooxantelas ocorrem sempre em águas tropicais rasas e bem
iluminadas – mesma distribuição dos recifes de coral no mundo. Além disso, um subproduto destas trocas é a
aceleração da deposição de carbonato de cálcio pelos corais, acelerando a
produção de esqueleto em até 10 vezes. O gás carbônico utilizado pela alga
é transformado em íons de carbonato e bicarbonato. Estes se combinam com íons
de cálcio bombeados pela epiderme a base dos corais, formando o calcário que é
depositado no esqueleto. Considera-se
que este aumento na deposição de carbonato também foi fator de extrema
relevância no
surgimento dos recifes de coral. Quando
existe algum fator de estresse (como aquecimento, resfriamento, poluição,
sedimentação, etc.), a relação entre o coral e a alga pode se quebrar e a alga
ser expulsa ou absorvida pelo coral, ou ainda perder seus pigmentos. Como a
maior parte da cor do coral é dada pelos pigmentos da alga, os tecidos do coral
ficam transparentes, expondo o branco do esqueleto – daí o fenômeno ser
conhecido como branqueamento dos corais. O fenômeno vem se repetindo em larga
escala em todo e mundo e vem sendo relacionado ao aquecimento global
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Detalhamento do
subitem propriamente
Esquemas em painel ou animação mostrando o processo (temos video mostrando esta animação). Animação mostrando diferentes velocidades de deposição em diferentes intensidades de luz (teórico e acelerado). Corte em esqueleto de coral de grande porte, mostrando a estrutura carbonática depositada ao longo dos anos. Mapas com a localização dos corais recifais (ou dos recifes de coral) em todo o mundo – existem mapas básicos com estas informações na Internet. Fotos de corais normais e branqueados. Explicação da relação entre aquecimento global, branqueamento e perigo de extinção dos recifes de coral em escala global.
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Sugestões para
apresentação do tema, incluindo possíveis elementos museográficos e, se
possível, uma estimativa da área necessária a ser utilizada
Espaço necessário: vitrine com cerca de 3 m de frente.
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Conexões com
outros subitens dentro do mesmo item de um eixo temático
ORGANIZAÇÃO COLONIAL, RECIFES DE CORAL
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Fontes
bibliográficas e iconográficas relevantes
Birkeland, C. 1997. Life and death of coral reefs. Chapman
and Hall.