2.10 – DATAÇÃO DE ROCHAS
Justificativa: Rochas são formadas
desde a gênese do Planeta Terra (4,5 Ga) até os dias atuais. Neste ítem
será abordado o estudo isotópico das rochas mais velhas da Terra e a razão de
não existirem rochas com a idade próxima a da formação do nosso planeta. Serão
apresentadas as diferenças entre uma datação absoluta e uma relativa no estudo
de rochas ígneas e sedimentares.
Detalhamento
do sub-ítem:
As informações relativas a idade de formação do nosso planeta são obtidas
através do estudo de idades de diversos planetas e dos meteoritos, enquanto a
idade da Terra é obtida através do estudo isotópico de rochas, que até o
presente momento não ultrapassam 3,80 Ga.
Serão
abordados os principais métodos de datação de rochas ígneas, metamórficas e
sedimentares (Re/Os, U/Pb, Pb/Pb, Sm/Nd, Rb/Sr, K/Ar, Ar/Ar) a partir de
minerais e quais as informações que esses métodos podem adicionar ao estudo isotópico
relativo a evolução do planeta Terra. Será utilizado como exemplo estudos por
U/Pb e Pb/Pb de rochas brasileiras, mostrando onde se localizam as rochas mais
velhas do Brasil, inclusive com exemplares das mesmas.
Será abordado a diferença entre um estudo isotópico para rochas ígneas e metamórficas (U/Pb e Pb/Pb) e um estudo de datação por fósseis para rochas sedimentares (idade absoluta x idade relativa).
Apresentação
do Tema:
Serão apresentadas inicialmente as etapas do processo de preparação de uma
amostra para datação, assim como o equipamento utilizado para o mesmo e os
resultados obtidos. Será apresentado um mapa com a distribuição geográfica das
rochas mais velhas do nosso planeta, com ênfase especial nas rochas mais velhas
do Brasil, assim como no método de estudo utilizado. Esse mapa será acompanhado
de exemplares dessas rochas mostrando a diversidade de tipos litológicos
estudados.
Será
apresentado um estudo de rochas sedimentares baseado em fósseis e a idade
relativa obtida. A seguir virá esse mesmo conjunto datado por um dos métodos
isotópicos. Será utilizado um exemplo de rocha datada por fósseis no Brasil.
Bibliografia:
1 - Physical Geology. Brian J. Skinner &
Stephen C. Porter. Jonh Wiley & Sons. 1987.
2 –
Decifrando a Terra. Wilson Teixeira; Maria Cristina de Toledo; Thomas Rich
Fairchild; Fabio Taioli. Editora
Oficina de Textos, 2000.
3 –
Earth Dynamic Systems. W.K. Hamblin & E.H. Christiansen. Prentice Hall.
1995.
4 – Principle of Isotope Geology. G. Faure.
Wiley. 1986.
5 – Neodymium Isotope Geochemistry. D.J. DePaolo.
Springer-Verlag. 1988.
6 -
Gaudette, H.E.; Lafon, J.M.; Macambira, M.J.B.; Moura, C.A.V.; Scheller, T.
1998. Comparison of single filament Pb
evaporation/ionization zircon ages with conventional U-Pb results: examples
from the Precambrian of Brazil. Journal
of South American Earth Science, 11(4):351-363.
7 - Kober, B. 1986. Whole-grain evaporation for 207Pb/206Pb
age investigations on single zircons using a double filament thermal ion
source. Contributions to Mineralogy and
Petrology, 93(4):482-490.