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Cursos de Anos Anteriores

Cursos de 2012
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  Ementas 2012  
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  1º  semestre 
 [ 05.mar - 13.jul ]
 HORÁRIO 2012-1 
Últimas Atualizações
[26/01] Ementas 2012 atualizado
[26/01] Gilberto Velho: programa
[26/01] Federico Neiburg: programa
[18/01] Marcio Goldman: programa


Etnografias comparadas: cosmologias da produção de alteridade (MNA-829 - Antropologia dos Processos de Transformação)
      Aparecida Vilaça
O curso tem como objetivo a leitura de monografias clássicas e recentes sobre parentesco, mitologia, ciência e religião, visando uma discussão comparativa sobre os processos de transformação atuados por povos nativos e euroamericanos.


Línguas Ameríndias: categorias, estruturas e processos (MNA-863 - Estrutura das Línguas Indígenas Brasileiras)
      Bruna Franchetto


Música, imagem e palavra em contextos rituais (MNA-830 - Antropologia da Arte)
      Carlos Fausto e
Tommaso Montagnani (Fondation Fyssen)
Este curso dá continuidade às investigações sobre o ritual que vimos realizando nos anos anteriores. Temos buscado conjugar três níveis analíticos: um nível ontológico (que diz respeito aos existentes postulados por uma determinada sociedade), outro formal (que diz respeito às convenções estéticas de uma determinada cultura) e, por fim, um nível pragmático (que diz respeito às ações e interações próprias aos eventos rituais). Visamos explorar a articulação entre esses níveis, por meio de análises densas de materiais empíricos diversos. A proposta deste ano é focalizar a matéria mesma das expressões verbais, musicais e plásticas que constituem os eventos que denominamos ‘ritual’. Trata-se de dar atenção à materialidade dessas expressões, explorando as potencialidade próprias ao uso ritual da palavra, do som e da imagem. A primeira parte do curso concentrar-se-á na música, em colaboração com o etnomusicólogo Tommaso Montagnani; a segunda focalizará o uso ritual da palavra e, a última, será dedicada a algumas expressões plásticas.


Do matriarcado primitivo à sociedade contra o estado e além. Cartografia da hipótese antropofágica (MNA-822 - Antropologia e Filosofia)
      Eduardo Viveiros de Castro e
Alexandre Nodari (UFSC)
O curso tem como eixo uma leitura detalhada dos diversos escritos teóricos de Oswald de Andrade sobre a noção de antropofagia, em particular o texto intitulado “A psicologia antropofágica”, a tese “A crise da filosofia messiânica”  e o ensaio “O Antropófago”. O objetivo é, em primeiro lugar, mapear o campo de referências desses textos, desde suas fontes inspiradoras fundamentais — Montaigne, os “três gênios Marx, Nietzsche e Freud”, a antropologia vitoriana (Bachofen, Morgan, Engels) e clássica (Malinowski, Lévi-Strauss) — até o horizonte filosófico contemporâneo, do pragmatismo e do bergsonismo ao marxismo e ao existencialismo. Em segundo lugar, trata-se de discernir a “concepção de mundo” que Oswald associa à noção, isto é, qual a antropologia expressa na antropofagia. Interessa-nos aqui sobretudo a dimensão político-filosófica de tal antropologia (teorias do matriarcado primitivo e do sentimento órfico), bem como a metodologia oswaldiana (Paleontologia social, Errática). Estabelecer as analogias entre a antropologia política oswaldiana e certas reflexões mais recentes sobre as sociedades primitivas, notadamente a obra de Pierre Clastres, constitui nosso terceiro objetivo. Por fim, as relações entre a antropologia de OA e a etno-antropologia ameríndia (tal como reconstituída pela etnologia filosófica contemporânea) são o quarto tema do curso.
A tese defendida no curso toma a Antropofagia, no sentido conceitual específico que lhe conferiu Oswald de Andrade, como designando o impensável metafísico constitutivo da tradição ocidental, a figura de máxima alteridade relativamente ao complexo nativo do Velho Mundo, a tríade Estado-patriarcado-messianismo.


Governamentalidades contemporâneas - abordagens etnográficas (MNA-888 - Etnografia, escrita e teoria etnográfica)
      Federico Neiburg
Como se regula a circulação de pessoas, objetos e dinheiro no plano internacional? Quais são as agências e os agentes encarregadas dessas regulações? Sobre queautoridade eles legitimam as suas ações? Como, nessas configurações sociais, se articulam espaços nacionais e internacionais? Que princípios sustentam essas “formas de governo”e como eles convivem com os dispositivos da soberania, i.e. com a administração de territórios, populações e mercados nacionais? Quais são as operações de pesquisa que tornam essas configurações objeto de investigação etnográfica,capturando, ao mesmo tempo, a vida de pessoas singulares, dinâmicas locaise processos de grande escala espacial e temporal?
O seminário propõe explorar essas questões através da leitura detalhada de quatro monografias que têm se tornado especialmente influentes na literatura antropológica que trata sobre esses assuntos. A primeira apresenta uma pesquisa sobre as relações ambíguas e ambivalentes das pessoas com os estados da bacia do rio Chade, na África central (especialmente, Sudão, Chade, Líbia e Camarões); a segunda examina a articulação entre agências internacionais, órgãos do governo, “lideranças comunitárias” e ONGs nos bairros pobres do Cairo; a terceira,focaliza na “vontade de melhorar” as vidas pessoais e coletivas no contexto da idealização e implementação de projetos de desenvolvimento na Indonésia; e a quarta analisa, a partir do Japão,as práticas e os agentes encarregados da regulação de mercados financeiros em escala global.
O objetivo do curso é refletir sobre a intimidade das pesquisas e a construção dos textos apresentados, dando especial atenção àarticulação entre argumentos empíricos e teóricos, e à dimensão comparativa neles presentes. Dessa maneira, as discussões suscitadas no decorrer do seminário devem permitirum diálogo intenso com os projetos de pesquisa dos participantes.
  PROGRAMA  


Antropologia Urbana (MNA-815)
      Gilberto Velho
O objetivo do curso é apresentar e discutir uma bibliografia sobre cidade e pesquisa, privilegiando temas como complexidade, correntes de tradição cultural, interações, trajetórias sociais e sociabilidade. Especial atenção será dada à problemática da pesquisa em sociedades complexas, particularmente, no que toca às peculiaridades da investigação da metrópole e na sociedade do investigador. Nesse sentido, situações brasileiras serão valorizadas.
  PROGRAMA  


Teoria Antropológica I (MNA-701)
      Giralda Seyferth e
Antonio Carlos de Souza Lima
O objetivo do curso é propiciar uma introdução à história do pensamento antropológico no período da segunda metade do século XIX até meados dos anos sessenta do século XX, fornecendo para isso instrumentos para leitura e crítica de certos modos de abordagem da(s) história(s) da(s) disciplina(s) em suas variantes nacionais e nas perspectivas teóricas que se destacaram (ou por vezes foram posteriormente destacadas) a cada momento desse período cronológico.  Não pretendemos induzir a que se construa uma visão das trajetórias das antropologias como uma (única) "história das superações" que desemboca em autores e tradições atuais, mas reconhecer alguns momentos e marcas que perduram, ainda que sejam hoje apresentadas apenas como ultrapassadas.


Indigenismo e política indigenista nas Américas (MNA-847)
      João Pacheco de Oliveira


Etnografias em situação de dominação social (MNA-826 – Antropologia dos Modos de regulação social)
      José Segio Leite Lopes


Construção Social da Pessoa, Família e Identidade (MNA-817)
      Luiz Fernando Dias Duarte
Trata-se de ensejar a reflexão sobre o fenômeno da família, à luz da comparação etnográfica e histórica, com ênfase em suas implicações para a construção das identidades pessoais, sobretudo na cultura ocidental. O fenômeno da “individualização” do sujeito será examinado pelo ângulo das alterações do formato e ideologia da “família” a partir do século XVIII. Uma atenção especial será dada às condições do entranhamento das identidades, seu caráter transpessoal, na trama familiar, no sentido das gerações, das fratrias, das alianças e da descendência.


Críticas da Antropologia (MNA-821)
      Márcio Goldman
Exame dos momentos de crise disciplinar e das propostas críticas feitas desde outros campos de saber.
O objetivo central deste curso é a discussão de uma questão aparentemente específica: que transformações devem afetar a prática antropológica (trabalho de campo, etnografia e elaboração teórica) a partir do momento em que os antropólogos aceitam o fato de que “os nativos” não precisam deles para “representá-los”?
Tendo como premissa algumas das principais críticas anti-colonialistas e anti-representacionalistas elaboradas dentro da própria antropologia desde a década de 1950, o curso pretende explorar outras possíveis “respostas” para essa questão. De um lado, o modo como Gilles Deleuze e Félix Guattari colocam a questão “o que é a filosofia” quando o filósofo assume que cientistas e artistas não precisam dele para pensar. De outro, o modo como Bruno Latour, Isabelle Stengers e Tobie Nathan colocam a questão da relação entre o nosso saber e outras formas de pensamento e prática.
Nessa direção, se entendermos a antropologia como a definiu Tim Ingold (“anthropology is philosophy with the people in”), trata-se de discutir as inflexões específicas que a questão deleuzeguattariana e os desenvolvimentos de Latour, Stengers e Nathan poderiam ter no pensamento antropológico.
  PROGRAMA  


Núcleo de Antropologia Simétrica (Reunião do NANSI)
      Márcio Goldman


Compartilhando experiências de campo, etnografias e escrita. (MNA-825 - Oficina de Pesquisa em Antropologia)
      Marta Cioccari (PRODOC)
O curso pretende se debruçar sobre aspectos epistemológicos e metodológicos relativos ao trabalho de campo (compreendendo interações, observação, entrevistas, diários, coleta de dados e de narrativas) e, mais particularmente, à construção dos textos pelos antropólogos. A proposta é que, para além da análise de determinadas abordagens teóricas, o curso funcione como uma oficina de análise e de discussão de experiências de campo e de escrita etnográfica.
O programa deve ser dividido em quatro momentos: (i) leituras transdisciplinares e debate sobre algumas contribuições teóricas e epistemológicas relativas ao trabalho de campo, à etnografia e à escrita; (ii) reflexão, a partir de monografias e textos metodológicos, sobre questões objetivas e subjetivas relacionadas ao trabalho de campo, à construção da interação e das entrevistas, à leitura dos dados obtidos na investigação e ao estatuto do antropólogo como autor; (iii) será proposto um exercício de campo coletivo (caso haja interesse dos alunos), visando o compartilhamento da experiência, com a discussão em seminário sobre métodos adotados, resultados e desafios encontrados; (iv) por fim, da metade para o final do curso, ênfase será dada à produção e à discussão de textos etnográficos, relacionados ao exercício coletivo (como a escrita de artigo conjunto a partir da experiência de campo, comum ou multi-situada) e às pesquisas conduzidas individualmente pelos alunos.


Sociedades Camponesas (MNA-804)
      Moacir Palmeira e
John Comerford


Arquivos e outros artefatos de conhecimento: leituras modernas e modernistas (MNA-811 – Antropologias Especiais)
      Olívia Gomes da Cunha e
Amir Geiger (Unirio)
Diferentes análises em torno da natureza das ‘coleções’, dos acervos e outros objetos ‘documentais’ vêm convergindo quanto à necessidade de pensá-los como artefatos de conhecimento. O curso pretende dar prosseguimento à reflexão sobre esses temas, mas propõe focalizá-los a partir de um ponto de vista etnográfico. Para tanto volta-se à produção de autores enquadrados sob rótulos tais como 'antropologia moderna' e 'modernista', bem como alguns de seus interlocutores, nem sempre antropólogos, mas designados 'modernistas'. De que maneira refletiram sobre a relação entre materialidades e conhecimento ? De que forma os 'objetos' e 'sujeitos' modernos foram transformados em conhecimentos científicos ? Como a produção de ambos é descrita em certos experimentos etnográficos ? O curso pretende sugerir alguns caminhos para a reflexão sobre essa temática 'isolando' a leitura dos modernos e modernistas de considerações posteriores de natureza histórica.


Objeto, Imagem, Corpo, Religião (MNA-832 – Antropologia social da cultura material)
      Renata Menezes
Em conexão com trabalhos antropológicos preocupados com o lugar social dos objetos, e/ou com os objetos enquanto expressões culturais e/ou como condensadores de processos de simbolização, a intenção do curso é discutir como o corpo (de divindades, de santos e de devotos), as imagens (bi ou tridimensionais) e outras “coisas” (bandeiras, coroas, ex-votos, guirlandas de flores, lembranças, fotos e quadros) podem ser interpretadas como formas "materiais" ou "materializantes" de relações de devoção, ou, de um ponto de vista mais abrangente, de concepções de sagrado, e por isso mesmo, um tópico a ser privilegiado na análise antropológica. Busca-se assim estabelecer uma ponte entre Antropologia da Religião e Antropologia dos Objetos.






  VOLTA   
  2º  semestre 
 [ 06.ago - 14.dez ]


Antropologia das Emoções
      Adriana Vianna


Antropologia do Poder (MNA-809)
      Antonio Carlos de Souza Lima
Curso de leitura.


Antropologia da Religião (MNA-819)
      Aparecida Vilaça


Problemas de Antropologia Comparada: Economias Populares e Regimes de Governamentalidade (MNA-801)
      Federico Neiburg, Fernando Rabossi (PPGAS/IFCS) e Eugênia Motta (Pós-Graduação PPGAS/MN/FAPERJ)


Indivíduo e Sociedade (MNA-816)
      Gilberto Velho
Discussão, por um lado, dos esquemas e modelos presentes nas ciências sociais para lidar com a questão das unidades de análise e, por outro lado, das condições e características da representação de "indivíduo" característica das sociedades modernas.
Curso de leitura para orientandos.


Críticas da Antropologia: Natureza, Cultura, Sociedade (MNA-821)
      Luiz Fernando Dias Duarte


Teoria Antropológica II (MNA-702)
      Marcio Goldman e Eduardo Viveiros de Castro
O curso de Teoria Antropológica II deve ser um prosseguimento de Teoria Antropológica I. Nesse sentido, está destinado a examinar a trama do pensamento antropológico nas últimas três ou quatro décadas do século XX e na primeira do XXI.
O curso deverá explorar o que Edwin Ardener denominou o “fim dos ismos” em antropologia — ou seja, o eclipse das grandes “escolas” do pensamento antropológico e a eclosão da diversidade teórica contemporânea. Processos que passam, sem dúvida, pelas críticas “anti-colonialistas” e “pós-modernas”, que refratam, por um lado e à distância, os movimentos de descolonização posteriores à Segunda Guerra Mundial, e que apontam, por outro, para elaborações intelectuais mais recentes.


Etnografias e intersubjetividade (MNA-811 - Antropologias Especiai)
      Marta Cioccari


Antropologia dos Processos de Transformação: coletivos e novas tecnologias (MNA-829)
      Olívia Cunha


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