English version

 

MANA. Estudos de Antropologia Social nasceu de uma iniciativa dos professores do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (Museu Nacional). É sempre arriscado começar invocando o passado. Ainda assim, neste caso, é a ele que gostaríamos inicialmente de remeter. O PPGAS, criado há 30 anos na Universidade Federal do Rio de Janeiro, foi o primeiro programa de pós-graduação em antropologia social no Brasil, e sua fundação marcou o início de uma nova fase no ensino e pesquisa da disciplina no país.

O PPGAS consolidou-se como um dos principais focos de reflexão e produção acadêmicas nos distintos campos da antropologia social. Além disso, tornou-se um importante elo entre a produção antropológica nacional e internacional. Pensamos ter chegado o momento de tornar mais acessíveis os resultados desses processos e intercâmbios e, ao mesmo tempo, abrir caminhos para sua expansão e aprofundamento. É nesse sentido que a criação de um periódico, ao mesmo tempo especializado e também voltado para leitores situados fora do campo da antropologia, foi por nós imaginada e concretizada. Trata-se de transpor para o plano editorial a experiência acumulada ao longo dessas três décadas.

Com o nome de nossa revista, MANA, procuramos indicar duas direções. De um lado, uma relação com a tradição de nossa disciplina, com seus textos e autores fundamentais, inspiradores de uma forma de conceber a antropologia como disciplina atenta às várias dimensões da vida social e cultural - ao mesmo tempo rigorosa em termos teóricos e metodológicos e questionadora das fronteiras disciplinares que dividem arbitrariamente uma experiência que é vivida como total. De outro, uma relação com o futuro: nossa ambição é que a força de nossa publicação, seu mana, seja capaz de estimular a produção acadêmica e o amplo debate de idéias, transformando-se em instrumento para o desenvolvimento e a contínua renovação da reflexão antropológica.

As ambições de MANA - divulgar debates atuais da disciplina e estimular a pesquisa e a reflexão teórica - se refletem na organização de cada número da revista, integrado não só por artigos, mas também por conferências, debates, entrevistas e uma seção de ensaios bibliográficos e resenhas. A abrangência nacional da publicação e sua projeção internacional, transcendendo marcos institucionais mais estreitos, estão garantidas pela composição de seu Conselho Editorial e pela qualidade das contribuições, sujeitas a rigorosas normas de avaliação e publicação.

A experiência do PPGAS é parte da história da produção antropológica nacional e internacional, um importante ponto de encontro entre elas. MANA nasceu dessa história e aspira transformar-se em um novo capítulo dela. Fica aqui o convite para todos os que queiram se somar à tarefa de escrevê-lo.

Os Editores

 

 

 

MANA (Studies in Social Anthropology) arose as an initiative of the academic staff of the Graduate Program in Social Anthropology (PPGAS) at the National Museum, Rio de Janeiro. It is always risky to start by invoking the past; nevertheless, in this case, we should like to turn initially to our origins. PPGAS, created thirty years ago in the Federal University of Rio de Janeiro, was Brazil's first graduate program in Social Anthropology, and its founding marked the beginning of a new phase in the discipline's teaching and research in the country.

PPGAS has established itself as one of the principal sites for academic reflection and production in the various fields of Social Anthropology. It has also become an important link between national and international research in anthropology. We believe we have arrived at the moment to make the results of this research activity and exchange more widely available and, simultaneously, to open new paths for their expansion and deepening. It was with this aim that the creation of a periodical at once specialized and accessible to readers situated outside the field of anthropology was imagined and made concrete. Our objective is to transpose to a editorial level the experience accumulated over three decades.

The name of our journal, MANA, indicates two directions. On one hand, a relation with the tradition of our discipline, with its seminal texts and authors - the inspiration for conceiving anthropology as a discipline attentive to the varied dimensions of social and cultural life, while at the same time rigorous in theoretical and methodological terms, and questioning of the disciplinary frontiers which arbitrarily divide an experience lived as whole. On the other hand, a relation with the future: our aspiration is that the mana of our publication will be capable of stimulating academic production and amplifying discussion of ideas, transforming itself into an instrument for the development and continual renewal of anthropological thought.

The aims of MANA - to publicize current debates in the discipline and to stimulate research and critical reflection - is apparent in the organization of each number of the journal, composed not only by articles, but also by lectures, debates, interviews and a section of bibliographical essays and reviews. The national reach of the publication and its international profile, transcending strict institutional boundaries, is assured by the composition of its Editorial Board and by the quality of its contributions, subject to rigorous norms of evaluation and publication.

The experience of PPGAS is part of the history of Brazilian and international anthropological work, an important meeting point between them. MANA has emerged out of this history and aspires to become a new chapter as it continues to unfold. It remains for us to issue an invitation to all who wish to add to writing it.

The Editors

 

 

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